A Tamancada

24 24UTC novembro 24UTC 2011

Este dia

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 19:15

- Eu sabia que este dia chegaria! – Dizia Samanta, enquanto abria a porta para Barbie. – Então, veio pedir que eu te salve, não foi? – Ela sorria.

- Você sabe o que está acontecendo? – Barbie estava nervosa, trêmula.

- Sei… – Samanta ficou séria. – Mas vamos sobreviver, não se preocupe.

- Como você sabe? – Os olhos azuis de Barbie marejavam, olhando os de Samanta. – Como você sabe que não vamos todos morrer?

- Bem, eu não sei quanto aos outros, mas você e eu vamos sobreviver, Bárbara. Não se preocupe.

Ao subir as escadas, Barbie notou que os pais de Samanta estavam exatamente como os dela. Adormecidos, envoltos por uma espécie de teia de aranha que a cada minuto ficava mais espessa. O corredor cheirava a água sanitária, aliás, a casa inteira estava cheirando a água sanitária. Estava tão forte que Barbie teve que tapar o nariz e a boca com a mão. Ao notar isso, Samanta entregou a ela sua blusa, dizendo:

- Me desculpe o cheiro, eu acho que isso é uma espécie de bactéria, então eu limpei a casa toda com alvejante. Meu quarto está melhor do que aqui, prometo.

Barbie acompanhou Samanta, observando suas costas, que só não estavam nuas devido ao sutiã preto dela. Seus olhos desceram até os quadris, involuntariamente e viram que ela estava com uma arma no cós da bermuda de brim. Barbie pensou em fugir, mas já era tarde, já haviam chegado ao quarto. Samanta olhou longamente a porta adjacente a do seu quarto e só depois voltou-se para Barbie, que tremia mais ainda.

- O que você tem, Bárbara? Eu sei que está nervosa, mas precisa se acalmar… – Ela abriu a porta do quarto e conduziu Barbie a entrar antes de fechar a porta. –  Se ficar uma pilha de nervos, deste jeito, vai acabar comprometendo nossa segurança.

- Por que você tem uma arma? – Barbie disse, sem conseguir conter as palavras.

- Oh! Essa coisa? – Samanta pegou a arma do cós, rapidamente. – Proteção. Para os meus pais eu estava colecionando, mas eu estava me preparando para este dia.

- Colecionando? Quantas armas você tem?

- Mais do que meus pais acham, menos do que eu gostaria.

Ela forçou um pedal na cama e esta se abriu como se fosse uma enorme maleta, na parte de cima haviam muitas armas que Barbie não conhecia o nome e nem sabia que alguém podia ter, na parte de baixo muita munição. Muita munição mesmo.

- Essas são as minhas… – Ela disse. – Eu posso te dar algumas, mas temos que ver como vamos fazer isso. – Precisamos de um carro limpo e temos que tomar cuidado com a comida. Precisamos ter o suficiente para semanas, não sei quando o governo vai resolver este problema. – Ela subiu na escrivaninha e soltou o gesso do forro. – Eu mandei fazer algo para você. Espero que você goste. – Ela tirou dois pacotes enormes de lá de cima.

- O que é isso? – Barbie, estava com medo de saber.

- Um presente bastante útil nesta ocasião. – Ela disse pulando no chão.

Barbie abriu e sentiu ao mesmo tempo desespero, que a fez tremer, e satisfação, que a fez sorrir. Num pacote haviam uma Katana e uma Wakizashi, não do tipo de pendurar na parede, mas do tipo que os samurais deviam usar, no outro uma Tachi. Samanta sorriu ao observar a reação de Barbie.

- Eu sabia que você ia gostar. – Disse, mas Barbie ficou séria e a encarou.

- Como você sabe?

- Do mesmo jeito que eu sei que isto é uma doença se alastrando a três meses e o governo não faz idéia de como parar, do mesmo jeito que eu tiro dez em física, do mesmo jeito que aprendi tudo sobre zumbis, do mesmo jeito que eu zerei todas as notas do pessoal de futebol, eu estudei! Eu te observei e até te alertei das coisas que eu sabia sobre você. Eu uso binóculos… e eu pus câmeras na sua casa.

- Você é louca?

Barbie disse, mas então se lembrou dos bilhetes e de como, depois de uns elásticos cor de laranja serem presos nas mochilas dos meninos de futebol, ela parou de esquecer o que tinha acontecido nas festas. Elásticos cor de laranja, como os que ela estava nos punhos uma vez, ao acordar de ressaca. Então ela entendeu… Ela entendeu que Samanta podia ser louca, mas a estava protegendo.

- Eu devo ser louca, Barbara. Mas eu estou certa… – Samanta falou, olhando no rosto, agora lânguido de Barbie. – Vamos tomar café, você está com fome e precisamos arrumar tudo para podermos ir.

 

 

 

16 16UTC junho 16UTC 2011

Post 16.06.2011

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 23:00

Olá Galera do Bem!

Eu sei que não estou postando… É a vida… Quero terminar umas coisas aprender outras e me formar até o ano que vem, é por isso que eu ando muito muito muito distante do meu endereço.

Contei alguma coisa sobre uma filmadora? E sobre um violão?

É ganhei dois presentes incríveis e que estão me fazendo ter idéias mais que incríveis.

Bem… o violão eu pretendo usar para desenvolver melhor a minha massa encefálica. (Estudos comprovam que estudar música deixa o raciocínio mais rápido… Deve ser esse o segredo da minha amiga Pipoca!)

Já a filmadora… Bem… longos projetos. Mas o que mais me atrai é entrevistar alguns professores da área de Engenharia e Tecnologia e postar aqui, na rede… Por que? Ora, pois simplesmente, se faz necessário. Acho que tem uma moda em entrar no ramo de Engenharia e tem muita gente entrando sem ter certeza de onde estão se metendo. Muita gente acha que o engenheiro é o cara rico de terno, não que ele não possa ser, ele pode, mas ele também pode ser o cara da bota suja de lama, o cara cheio das tecnologias, o cara que enche a paciência dos estudantes com provas cabulosas, ou o cara que quis economizar e colocou areia de praia no concreto. Qual o caminho você quer seguir? Você realmente quer ser engenheiro? Você ainda prefere arriscar? Tudo tem seu lado sujo, todos os ramos tem. Todo mundo tem seu sonho. Tem quem sonhe em ser engenheiro, músico, médico… São belas profissões mas precisamos saber mais sobre o que queremos. Você sairia com aquela loira se soubesse que, por baixo do shortinho rosa tem uma surpresinha? Então… Vamos que vamos!

Um abraço!!!!!!!!!!!!!!!!!

12 12UTC abril 12UTC 2011

Cuidado ao atravessar a rua

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 18:13

Nem ligue se deparar com uma louca no volante de um carro de autoescola, ela está aprendendo. Se ela estiver em Salvador, então, dê um tchauzinho… Ela pode ser eu! É, é verdade, eu finalmente entendi que preciso dirigir… É… e estou com minha LADV em mãos ou, como diria meu amigo Mr. Jhony, tirei minha “Licença Automotiva para Destruir Vidas”. Dá pra ver o tipo de incentivo? Tá… EU SEI que eu não sei dirigir, meus amigos me dizem isso o tempo todo, meu professor da teórica sabe, a torcida do Bahia sabe e a do Vitória também. Acho que até os meus cachorros, que só gostam de carro pra ficar na janela, sentindo o ventinho no rosto, sabem que eu não sei dirigir. Então me diga uma coisa… Porque diabos meu instrutor de direção parece não saber?

É… Ele simplesmente passou as instruções rapidamente e vamos que vamos:  ”Vai passar a marcha que ano? Tá olhando pra onde? Porque você está com o pé no freio? Porque você não está com o pé no freio? O que está acontecendo hoje? Porque você tá segurando o volante com essa força? Porque você não tá com o pé na embreagem? Porque você não soltou a embreagem? O carro morreu! Bate a chave. Porque você está girando o volante? Porque você não está girando o volante? Solte o volante! Não tire as mãos do volante! Pisa no acelerador! Solta o acelerador! Freia! Desenvolve até aquela curva e gira. Cuidado com o Focus. Porque você deu passagem? Porque você não me responde? Fale alguma coisa. “Eu não consigo…” Porque você subiu no passeio? Ficou conversando, aí, ó subiu no passeio, tem que prestar atenção no transito.” E são 50minutos disso.

50 minutos de tortura para mim… e para ele. O pobre coitado quando me vê na direção do celta, desanima total. Tenho pena dele, deve ser horrível deixar a vida nas mãos de alguém que não tem noção do que está fazendo. Mas também tenho pena de mim. Eu estava ótima até chegar na autoescola e olhar para a cara dele. Eu quase chorei quando tive que trocar do carona pro motorista e ele mandou eu subir a rua. Eu vi uma combi descer, depois um corola, o carro morreu (na verdade o carro não morre a gente mata o pobrezinho). Pronto, começaram todas as perguntas… Tortura. Eu contei cada minuto até a aula acabar hoje. Eu dei graças a Deus quando ele me mandou encostar para voltar para a autoescola. Fiquei no banco do carona observando, coisa que tenho feito bastante, depois que decidi aprender a dirigir. A gente também aprende olhando e constatando informações, é uma das vantagens de ter mente racional, a gente constata coisas.

Constatei que ele é um ótimo condutor, com certeza. É um cara legal, amigo de todo mundo. Mas não é o melhor instrutor pra mim, ele é um ótimo instrutor pra pessoas que tenham mais noção e tenho certeza de que ele acha que eu tenho, senão ele não faria tantas perguntas o tempo todo. Troquei por um mais paciente, que entende que eu não sei mesmo, dirigir. Que, me diisseram, vai de acordo com meu ritmo(ou com minha inteligência, vai saber?). O que não dá é ter um ataque de ansiedade cada vez que eu tiver aula, né mesmo? Vou respirar fundo e encarar. Logo logo, estou de carteira. Então, cuidado ao atravessar a rua… Eu posso estar dirigindo. “(^_^)”

23 23UTC março 23UTC 2011

Ganhar

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 20:35

A corrida começou e eu estava inteiramente perdida com todo este negócio de tentar chegar primeiro em algum lugar. Acontece que eu nunca fui muito competitiva, entende? Uma colega do colégio se matava para tirar dez em todas as matérias só para esfregar nas nossas caras que tinha o boletim mais azul da turma. Ela ficava extremamente irritada quando alguém mais tirava dez. Eu? Eu ficava feliz em deixar meus pais satisfeitos, eu nunca tirei uma nota vermelha, mas não tinha uma chuva de notas dez e não ficava enlouquecida de vontade de tirar aquele grande sorriso de vitória que minha colega tinha, como alguns colegas meus. Eu só queria ir à escola porque eu adorava e pronto. Foi por isso que comecei a correr, porque eu gostava. Só por isso.

Tá, tudo bem, eu não tinha corpo de corredora, não passava dos dois quilômetros por hora, quando comecei, mas eu gostava da sensação do suor escorrendo pelo meu corpo e de me sentir ofegante no final da corrida. Eu gostava de ver até onde eu podia ir, qual era o meu limite. Eu amava sentir cada músculo do meu corpo, me fazendo sentir mais viva. Sentir meu coração batendo mais forte e minha respiração levando oxigênio a cada célula do meu corpo. Era como se eu tivesse descoberto uma cafeína super concentrada que me deixava ligada o dia inteiro, mas permitia que eu dormisse bem á noite. Eu tinha achado um novo hábito, o de correr.

Sabe todas aquelas coisas que a gente ouve quando está correndo e não é muito magra? Sabe todas aquelas piadas horríveis que tantas vezes haviam me impedido de fazer algo? Eu nem conseguia ouvi-las, porque correr me fazia sorrir, então as piadas perderam a graça para eles, eu acho, porque nunca mais os ouvi dizendo qualquer coisa. Eu estava diferente agora, corria mais rápido, eu acho e queria correr muito mais.

A corrida fez eu conhecer meu corpo de uma forma que eu nunca havia pensado e me trouxe paz. Sei lá, toda aquela endorfina esportiva correndo nas minhas veias, fazia efeito. Um cérebro que só pensava em correr mais, o que eu buscava não estava em uma caixa, estava sob a minha pele. Não havia prêmio de miss manjericão que superasse o que eu sentia após um treino. Não havia notas que conseguiam me fazer ficar tão eufórica e ofegante. Não havia nem um homem que me fizesse suspirar como eu suspirava quando comprava aquele par de tênis delicioso ou simplesmente quando eu descobria coisas novas na RUNNER’S e fazia uma nova rotina.

Foi tudo muito rápido e a paixão foi tanta que, assim que eu tive certeza que poderia completar uma prova num tempo médio eu decidi me inscrever e fazê-la. Eu era boa? Nem tanto. Eu treinava e dava meu máximo porque era o que eu queria, o que eu amava. Eu e a corrida tínhamos um relacionamento que precisava de um próximo passo, passar para um patamar mais sério, e esse patamar era participar de uma prova decentemente. Portanto, cá estava eu  me aquecendo e surtando, como noivo no altar, achando que vai dar tudo errado. Então eu vi uma figura em minha direção, os cachos inconfundíveis que balançavam quando tiravam dez. A coleguinha competitiva!

- Oi, Carla, lembra de mim? Clarinha, da quarta série…

- Como esquecer a menina do boletim azul? – Disse eu, deixando-a sem jeito.

- Hoje eu não vim mostrar minhas notas. É que você corre todo dia e passa por minha janela e eu tenho ficado muito feliz em te ver, tenho torcido por você.

- Eu não vou ganhar hoje…

- Posso te dizer uma coisa? Ganhar é bom, mas não é tudo que importa.

 

 

20 20UTC março 20UTC 2011

Saudade

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 19:36

Eu não sabia o que era saudade até perder quem eu mais amava. Foi no começo da primavera que ela resolveu pegar a carruagem em direção ao paraíso, me deixando aqui, sozinho, sem saber o que fazer sem ela. Como apreciar as flores sem que ela cuidasse  do jardim? O que comer sem o seu tempero? Eu não sa

 

bia. Eu me encontravainteiramente perdido, como navegador sem bússola para guiar e sem vela para seguir o vento. Eu não me importava. Eu não queria mais nada. Ela era meu aconchego, meu amor, minha vida. Ela sabia o que dizer e como dizer, mas eu fiquei aqui.

Um dia sem ela. Dois dias sem ela. Três dias sem ela. Era assim que eu contava o tempo. Depois foram semanas, agora são meses. Tive que seguir em frente, como um cego sem orientação. Retirar os casacos dela do armário, as roupas, uma de cada vez, porque eu entrava em pânico a cada peça. Desarrumar o quarto, mudar a posição da cama, deixar ela ir. Não é fácil, pois até o vento que passa pelo corredor me lembra ela. Mas se era difícil ficar em casa, pior era sair e saber que o mundo continua girando sem ela. Como pode? Como é que só eu estou perdido sem ela? Porque o mundo não parou junto com ela? Provavelmente porque não a conhecia.

Se o mundo a conhecesse, provavelmente pararia. As mulheres não iriam sair, nem por uma promoção de sapatos. Os homens não iriam fazer churrascos. As criaças não brincariam pela rua. Se todos no mundo soubessem quem ela é, todas as casas teriam faixas de luto e a ONU ordenaria que se fechassem as portas, porque o mundo, sem ela, é perigoso. Nem mesmo os terroristas mais extremos, veriam graça em fazer o mundo explodir, porque não teriam ela para irritar. A Fátima Bernardes não apresentaria o JN e o Willian nem sairia da cama, se tivessem trocado algumas palavras com ela.  O mundo perderia as cores. As flores não mais teriam cheiro.

Mas o mundo não a conhece e continuou girando e tudo tinha cor e cheiro, nada mudou por falta dela, só eu. Alguns cheiros me lembravam dela, outros não. Acredita que tinha comidas que passei a comer só porque ela gostava? Pizza de alho virou meu prato das sextas. Lembrei dela quando fui fazer compras. Ela sempre dizia “Não esquece que eu gosto de embebedar o frango.” Era o código para comprar  vinho branco. Fui lembrando dela, agora sem sentir dor. Aqueles pêssegos que ela só fazia tortas, não os comprei mais, eu não sabia a receita. Mas o frango, o vinho e o suco de maçã eu não parei de comprar.

E o natal, como fica? Meus pais, os dela. Finalmente a coragem de chamá-los em casa. Achei a receita que ela queria fazer. Um tal  de chester havaiano e precisei de muita ajuda para conseguir fazer dar certo. Resultado, duas mães trabalhando comigo na cozinha, enquanto dois pais faziam os jeitos da casa. Ponche na mesa, suco de maçã, cidra gelada. O apartamento ficou cheio de gente que a amava e falamos dela. Fotos antigas, fotos novas, fotos do casamento. Muitos elogios, muita saudade. Saudade boa. Saudade do riso que faltava no meio de tantos. Claro que choramos. Mas eu não estava só. Aquelas pessoas também pararam por ela. Eu não estava sozinho. Eu podia seguir. Ano novo? Não sei. Ela queria ir á praia, então eu vou, jogar flores no mar e ver o que ela queria olhar.

Somebody to love

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 00:24

Eu nem sei direito como começar a falar sobre essa coisa inusitada, mas vamos lá. Todos os meus amigos sabem da minha péssima escolha para homens: Ou são cafajestes, ou são gays, ou me vêem como “um amigão”. Como uma mulher bem resolvida de 26 aninhos de idade, resolvi para de me importar com tais coisas e sentir (e á vezes declarar sentimentos) sem esperar nada em troca. É que, ás vezes, o amor é algo muito maior do que estas questões de reciprocidade. A gente não pode ficar guardando estes sentimentos para nós mesmos, as pessoas precisam saber, de um modo ou outro, que são amadas, queridas, “gostadas”. Tem gente que nunca ouviu um “EU TE AMO” sincero. Posso dizer que, dos caras que eu ouvi as três palavrinhas mágicas para mim, só um eu tenho certeza que foi sincero e não queria me levar pra  cama (ele era gay, rs).

Acontece que dizer o que se sente por uma pessoa e explicar o que realmente significa é meio complicado, então três palavras que deveriam significar “EU GOSTO MUITO DE VOCÊ, TE ADMIRO E QUERO TE APOIAR NO QUE FOR PRECISO” transmitem a mensagem “EU QUERO ESTAR ETERNAMENTE AO TEU LADO E ME CASAR COM VOCÊ” e fazem algumas pessoas sairem correndo, literalmente. Assustam e tal e coisa. Falar de sentimentos é realmente complicado por isso, as palavras confundem e no meio desta maledeta confusão fico eu, me expressando como bem entendo e confundindo alguns amigos muito amados e, pra piorar, agora estou encantada por alguém que nunca vai saber disso e que, nem sequer conheço.

É, segundo minha amiga pipoca, meus sentimentos platônicos chegaram a um nível totalmente novo, com um up que eu realmente não esperava, essa pessoa não está apta a saber disso, eu não vou vê-la ao vivo nunca. Esta pessoa não tem e-mail, não tem facebook, não tem orkut, não tem telefone etc. Como era de se esperar, está numa das classes favoritas de escolhida, eu acho que em duas, mas tanto faz, por que eu simplesmente não tenho a mínima chance de encontrá-lo, ou de vê-lo passar por uma rua. Acho que vocês devem estar pensando que, ou fui encantada pelo Edward Cullen ou por um defunto(na verdade, vampiro é defunto que anda, né?).

A segunda opção está correta. Estou encantada por ninguém mais que Freddie Mercury (Se alguém perguntar se ele era parente da Daniela, eu mando um troll responder!). Eu sempre curti o Queen, por causa da incrível influência musical do meu pai. Mas eu nunca tinha assistido ao show do Queen, eu nunca tinha visto a presença daquele homem incrível num palco. Nunca tinha visto a liberdade de seus movimentos, a força das suas expressões, a profundidade do seu olhar. E, principalmente, aqueles DENTES! Tem algo em dentes grandes, que me fascina! Toda esta personalidade, um conjunto físico maravilhoso, num gênio da música, é pra deixar qualquer mulher com crises de suspiros. Meu Deus! O defeitinho de estar morto a tempos, fica mais “inho” ainda. Um homem desses não precisa estar vivo pra que encha os olhos e o coração de qualquer mulher (e alguns homens) e pra mim, melhor ainda, que não preciso me preocupar com DR’s e nem ter ciúmes. Enfim! É o cara perfeito.

Pra vocês! O meu novo amor!

 

Beijos com suor (ganhei uma esteira eletrônica)

27 27UTC janeiro 27UTC 2011

Cupido indesejado

Filed under: Tamancada — Tainan Pacheco @ 22:39

Eu ia escrever uma narração, uma historinha bonita que mostrasse como eu me senti estes dias, mas achei mito lúdico e não conseguia de forma alguma terminar. Então vou simplesmente dizer o qe aconteceu, sem expor as pessoas em questão e ver no que dá. Esta semana eu fiquei bem sem graça. Foi realmente encabulador pra mim, talvez vocês  não achem, mas… veremos!

Estes dias eu estava fazendo um curso e acontece que ele é próximo a um shopping e depois das aulas eu costumava ir a uma livraria que é lá e, dando voltas nesta livraria, fiz uma amiga. Eu não vou falar o quanto ela é bela  feminina porque só vocês vendo pra terem noção. Acontece que eu estava escolhendo alguns livros e ela me disse que um cara estava paquerando ela. Ela parecia interessada, então dei o telefone dela pro cara e dei uma forçado na barra pra eles terem um momento quase a sós. Depois de toda aquela coisa, eu a vi nervosa demais. Achei que era por que ela não paquerava, mas era algo maior. Então, no meio de uma conversa sobre uma amiga ela disse: Eu sou…, tenho uma namorada e sou apaixonada por ela.

Nesse momento minha ficha caiu e minha consciência pesou umas 200 toneladas. Ela era gay e, acima de tudo, tinha um relacionamento estável. Me senti uma cafetina. Tive nojo de mim. Eu nunca armei pessoas que já eram comprometidas. Fiquei muito mal. Eu fiquei pensando o que ia fazer pra reparar aquilo. Eu estava tão incomodada que fiquei me sentindo em choque e deixei isso transparecer. Acho que ela pensou que era por ela ser quem  ela é, mas não. Eu fiquei mal por dar esperanças a um cara que gostou dela, sendo que ela já tinha alguém. O fato é que, eu não sei como reparar isso. Não sei mesmo. Eu gostaria de saber, mas não sei.

Foi neste dia que me tornei um cupido indesejado. Longe de mim ser um anjo da justiça, mas eu sou uma dessas que não suporta esse tipo de coisa! Se você tem um relacionamento, de qualquer forma, pra que deixar um pobre cupido ter todo este trabalho? Pra que ajudar a instalar a obesidade da consciência? Gente, isso é pior do que comer sem vontade, é horrível! Poxa! Me senti mal demais! Eu sei que ela não teve intenção, mas me senti mal, entendem? Ela ficou se sentindo mal por ter flertado com alguém, eu por ter deixado isso acontecer. No final, todos saem perdendo.

Bem, só me resta desejar que o rapazote paquere outra menina ainda esta semana e dê sorte, né? Fazer o que?

Beijo com maçã,

Eu.

J.P.M.: Não se deixe levar pelos maus momentos, vai dar tudo certo!

P.S.: Esta história é parcialmente verídica. Qualquer similaridadeé coincidência, porque foi tudo mudado!

29 29UTC dezembro 29UTC 2010

Vale a pena continuar?

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 18:21

Eu sei… Eu sei… Ás vésperas do Ano Novo, eu deveria estar mandando uma mensagem otimista, dizendo que tudo é lindo e que o mundo é maravilhoso. Eu deveria mandar algo engraçado e pensar que tem coisas mais importantes na vida. É… Eu devia. eu devia ir no rumo dessa época e ficar feliz com qualquer coisa. Eu devia estar dando esperanças a alguém, de que os justos ganham, de que a água vai jorrar, de que a verdade permanece, de que vale a pena ter fé na humanidade. Mas, eu venho perguntar se vale, se adianta.
Eu estou muito decepcionada comigo, é verdade. Eu não estou nenhum pouco satisfeita com minha evolução. Eu pretendia estar em outro patamar neste momento, mas estou sentindo que estou indo pra cada vez mais fundo no poço. Mas isso não é o pior. Minha falta de fé na humanidade não está apenas na minha incapacidade de servir pra alguma coisa. Meu desespero vem do que venho testemunhando cada vez mais. As pessoas estão cada vez mais egoístas, mentirosas, falsas, corruptas… e continuam se dando extremamente bem cometendo os mesmos erros. Cada vez mais eu penso que estou no lugar errado.
Uma coisa que muita gente deve achar bobagem e que alguns colegas fazem quando estão “em apuros” é o ato da pesca (ou da cola). Lembra aquele ditado que dizia “Quem cola, não sai da escola”? Eu acho que ele está errado. Acho que deviam mudar pra “Quem se esforça de verdade, não sai da faculdade.”. Será que quem comete este ato não percebe que só engana a si mesmo? Tenho colegas que exibem suas notas, se gabando, quando não tinham conhecimento pra tirá-las. Tenho outros colegas que se gabam de ter colado e usam a desculpa do: Ah… não dá pra estudar aquilo tudo. Eu fico tão triste com essa situação, tão abismada. Tem pessoas que vão se formar, sem ter a mínima noção do que está fazendo.
O pior que o ato de pesca é só um passo para a corrupção. Ele é uma mentira terrível. Uma mentira contra o próprio mentiroso. Como é que alguma pessoa pode não ver isso, Meu Deus? Como é que alguém não vê que colar e enganar são a mesma coisa e que começar desse jeito só leva a mentiras maiores? A coisas piores. Eu preciso saber se algum dia vai ter jeito. Eu preciso saber se dá pra fazer alguma coisa, pois, enquanto os malandros conseguem alcançar patamares mais altos, os honestos continuam dando cabeçadas. Vale a pena continuar? Porque estou cansada. Estou cansada de ver os mentirosos vencerem. Estou cansada das homenagens aos falsos e aos enganadores. Estou cansada de politicagem e de puxa-sacos. Estou cansada disso tudo. Por mais que eu saiba que existe água nesse poço, está cada vez mais difícil de bombear.

Desculpa, galera… É só desabafo. Eu precisava falar… Mas preciso de respostas, tá bom?

Um beijo com fanta uva!

7 07UTC dezembro 07UTC 2010

A felicidade está nas coisas mais simples

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 07:43

Esta é a prova que a graça está nas coisas mais simples.

28 28UTC novembro 28UTC 2010

Carrossel…

Filed under: Sem categoria — Tainan Pacheco @ 23:04

Hoje eu simplesmente fiquei encantada! Emocionada e chorosa… Não… Nada haver com a recente perda da minha Avó Linda… E não estou de TPM também. Eu simplesmente encontrei episódios de carrossel no You tube… Inclusive uma música da Maria, que eu cantei pro Leandro (meu primeiro amor) quando tinhamos entre seis e sete anos. Eu amava o Cirilo e me identificava com a Valéria. Odiava a Maria Joaquina. Era muito lindo. Que saudade da minha infânciaaa!!!! A música está aqui. E a abertura logo abaixo. Pra os que sentem falta ou estão curiosos.

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